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Agosto de 2010
Bom e velho rock

Na estrada desde 2004, a banda Lados Opostos, nascida na Penha, aposta em nova proposta musical para a turnê Sobrevivendo ao Caos, que será lançada no começo de 2011

Por Andressa Giro

O vocalista Erik Magalhães, o baixista Leandro Toxa, os guitarristas Bruno Barroso e Endell Magalhães e o baterista Kique Rodrigues não têm do que reclamar. A banda Lados Opostos ganhou reconhecimento ao se apresentar ao lado de artistas como CPM 22, Jota Quest, Marcelo D2, O Rappa e Tihuana. Os dois CDs gravados e o DVD foram cruciais para os músicos decolarem nas paradas de sucesso, além do videoclipe da música Coisas que eu queria te dizer, que liderou o Top 10 das mais pedidas da Rádio Atitude FM.

 

Experiente em competições musicais, o quinteto pop rock Lados Opostos já disputou a famosa Garagem do Faustão, além do quadro Olha a Minha Banda, do Caldeirão do Huck. Prestes a entrar em estúdio novamente para preparar o novo trabalho, que será lançado no começo do ano que vem, durante a turnê Sobrevivendo ao Caos, a banda optou por composições mais maduras, arranjos coesos e montou um repertório explorando detalhes e conceitos diferentes de tudo que já trabalhou. Confira os melhores momentos de um bate papo com os integrantes da banda e saiba como será a comemoração do aniversário de seis anos da Lados Opostos, que acontece no fim deste mês, na Penha, bairro de origem do grupo.

De onde surgiu o nome Lados Opostos?

Endell Magalhães: Nossa banda de rock clássico se chamava The Other Side, e o mistério sempre nos atraiu. Começamos a compor letras nacionais e queríamos um nome em português que deixasse algo no ar. Acreditamos que tudo na vida tem dois sentidos e que sempre iremos estar em lados opostos. O estilo do som é direto e busca se superar sempre, inovar, surpreender, ir pela contramão.

Qual é a ligação de vocês com a Zona Leste?

Kique Rodrigues: Todos nós nascemos e fomos criados aqui, e procuramos manter esse contato com a Penha e os bairros próximos, fazendo shows em bares e chooperias da região. Mesmo quando a rotina de shows no interior está intensa, achamos um tempo para tocar por aqui, perto da nossa casa, famílias e amigos. Todos nós temos orgulho da nossa querida Zona Leste.

Ao longo da carreira, qual foi o melhor e o pior momento que vocês viveram?

Kique Rodrigues: Vários bons momentos se passaram, alguns mais marcantes, como o show da virada do ano em Itu, para 45 mil pessoas; mas tudo que vivemos, a estrada, os shows, as brincadeiras, sempre têm o seu valor insubstituível. Já os piores momentos, acredito que são aqueles que te lembram como é difícil ser banda independente, gravar e lançar um trabalho novo e divulgá-lo.

Bruno Barroso: Para mim, o show mais marcante foi o segundo show da banda em Santo Antônio do Pinhal.

Por que investem tanto no trabalho visual e por que a abertura do clipe da nova turnê é tão intensa?

Erik Magalhães: Acreditamos que uma mensagem só é bem passada e aceita pelo público quando pode ser aproveitada 100%. Nossas letras são muito intensas, e um trabalho visual ajuda a formar uma imagem perfeita daquilo que queremos transmitir. Quando pensamos numa música e sua mensagem, bolamos uma imagem do que ela se trata. Mas para essa mensagem chegar com vontade, utilizamos também o apelo visual, porque algumas imagens valem mais que mil palavras. A intensidade dos vídeos de abertura tem como intuito, não só chocar as pessoas, como alertá-las para as coisas erradas que estão acontecendo.

Quais são os próximos planos e passos da banda Lados Opostos?

Erik Magalhães: Até este mês estamos focados na realização do show de aniversário da banda, que será realizado na Penha. Esse show teve os ingressos esgotados em pouco tempo de venda. Depois, voltaremos nossas atenções às novas composições. Durante as gravações, estaremos sim na ativa, mas sair em turnê mesmo só em 2011, para termos tempo de preparar, com calma, um grande trabalho.